Ninguém sabe ao certo qual a origem da Astrologia. Afinal o que é astrologia? É evidente que antes da invenção do Zodíaco, criado talvez por volta de 750 a.c, não haveria horóscopos como hoje, mas sim um sistema no qual os planetas e as estrelas eram vistos como presságios.

Gradualmente, nomes, formas e personalidades foram associadas aos padrões apresentados no céu noturno. Os mesopotâmicos, por exemplo, imaginavam Vénus como um Leão luminoso que percorria os céus, era morta de madrugada e atirada para as trevas. Por fim, o Zodíaco atingiu a sua forma atual e os símbolos astrológicos se transformaram no pano do fundo permanente, sobre qual se movem os planetas. Os signos, como hoje são conhecidos, apareceram pouco antes do século V a.c. E, pela primeira vez, a arte dos astrólogos — que tinha servido antes, para prever as ações de reis e príncipes no destino das nações — foi posta ao serviço dos indivíduos.

História da astrologia

No princípio, os signos eram interpretados com muita simplicidade. Em 235 a.c, por exemplo, disseram a um pai: “Se a criança nascer quando a lua está a crescer, a sua vida será clara, agradável, regular e longa, se nascer na altura da ascensão de Saturno, será escura, obscura, doente e reprimida.” Nesta altura, os carateres dos planetas já se encontravam bem definidos e durante os trezentos anos que se seguiram, as técnicas da astrologia foram exploradas e racionalizadas dentro de um sistema de tentativas.

Cerca de 150 d.c, o grande astrónomo e geógrafo Cláudio Ptolomeu, escreveu o primeiro texto astrólogo, o Tetrabiblos. Desde o tempo de Guilherme, o conquistador, até ao fim do século XVII, a astrologia foi utilizada em todos os setores da vida civilizada, desde a corte e a política internacional, aos indivíduos e aos seus assuntos financeiros, psicológicos e sentimentais.

Ao fazer a história da astrologia, encontram-se-lhe muitas alusões quer na literatura geral quer na astrológica. S. Tomás de Aquino, aprovava o assunto, enquanto que Petrarca o desaprovava. Dante e Chaucer usaram frequentemente o simbolismo astrológo e Shakespeare revela nas suas peças, o modo como o inglês Isabelino aceitava com toda a naturalidade a premissa de que a posição dos planetas afetava tanto o seu caráter como o seu comportamento. Sir Walter Raleigh escreveu: “se não negamos a Deus que tenha dado virtudes às nascentes, às fontes, à terra fria, às plantas e às pedras… porque queremos roubar aos belos astros os seus poderes?”

o que é astrologia

Durante o século XVII, o homem da classe média, teve pela primeira vez dinheiro no bolso — e o gastou livremente, consultando astrólogos como Simon Forman (de quem foi cliente Emília Lainer, identificada como a Dark Lady dos sonetos de Shakespeare). Também os médicos possuíam conhecimentos de astrologia prática, que usavam oportuna e invariavelmente para determinar a propensão ou imunidade de uma pessoa perante as doenças. Nalguns países Europeus, não se permitia que um médico exercesse a sua profissão se não tivesse estudado astrologia.

Os trapaceiros astrológicos abundaram no século XVII. Era demasiado fácil enganar o público, fazendo crer que ler a sina era verdadeira astrologia. Isto, em conjunto com as novas descobertas astronómicas, levou à diminuição da crença na astrologia como matéria científica.

Depois do final do século XIX, recomeçou o interesse pela astrologia, primeiro com os teosofistas, depois com os astrólogos mais populares das décadas de vinte e trinta, tais como o inglês R. H. Nayler, o primeiro astrólogo com trabalhos publicados em jornais.

Embora o interesse pelo assunto fosse crescente, foi apenas no decorrer do século XX, que a astrologia científica ganhou terreno. Trabalhos como os do estatístico francês Michel Gauquelin, mostraram uma correlação entre as posições planetárias e as caraterísticas psicológicas.

Entretanto, homens ilustres, na Inglaterra, na Alemanha, e nos Estados Unidos ampliaram a técnica astrológica de muitas maneiras. Com cinquenta séculos de história atrás dela e com as novas armas da ciência moderna ao seu dispor, a astrologia está talvez no limiar dos seus anos mais importantes.

Ptolomeu, teve a preocupação de informar que não incluía nada de novo na sua obra, mas que simplesmente tinha organizado e compilado fatos já conhecidos. Na verdade, no tempo de Ptolomeu, os astrólogos da Babilónia, do Egipto e da Grécia tinham já contribuído para o corpo principal dos conhecimentos que ele veio a reunir e já há muito tempo também se havia decidido que a astrologia não se destinava a prever acontecimentos. O próprio Ptolomeu escreveu: “Apenas podemos compreender a ideia geral de um acontecimento e nunca as suas formas particulares.”. Isto não impediu certos astrólogos de se afirmarem capazes de predizer o futuro.

astrologia

Os Romanos levavam a astrologia muito a sério. Júlio César escreveu um livro sobre os vários sistemas de adivinhação. Cleópatra, deu a Marco António um dos seus astrólogos e a maior parte dos Imperadores Romanos empregavam astrólogos ou se dedicavam eles próprios à astrologia. Vespasiano, expulsou todos os astrólogos, excepto o seu e, durante algum tempo, impôs a pena de morte a quem quer que possuísse o horóscopo imperial, já que se acreditava que tais possuidores só poderiam estar a preparar uma revolta.

Marco Aurélio, transformou o telhado do seu palácio num observatório, que ofereceu à sua mulher, por ele escolhida através da astrologia, de que, aliás ela própria era adepta apaixonada. Poucos foram os aspetos da vida romana que a astrologia não afetasse, desde o desejo dos agricultores de saberem se a colheita ia ser boa ou má, aos receios do Imperador quanto a rebeliões e possíveis assassinatos.

Os Druídas, terão provavelmente trazido a astrologia para a Grã-Bretanha. Ao certo, se sabe que ela era usada na Europa Ocidental, por volta do século V d.c. A Crónica Anglo-Saxônica menciona dados astrológicos e se encontram figuras do Zodíaco em muitas igrejas pré-Medievais.